Dermatoses comuns na infância
Embora a dermatologia seja uma das especialidades mais procuradas na medicina, muitas pessoas ainda se surpreendem com o fato de existir a subespecialização em Dermatologia Pediátrica. A pergunta que recai frequentemente sobre essa questão é: “Mas criança tem tanto problema de pele assim?” Segundo estudos, as doenças de pele são responsáveis por 30% das consultas da pediatria. As mais comuns são sempre as alérgicas. A dermatologista Dra. Mayra Ianhez, com pós-graduação em Dermatologia Pediátrica pela Universidade Federal de São Paulo, orienta as leitoras do Manual da Mamãe quanto às dermatoses mais comuns no primeiro ano de vida.

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Dermatite atópica: é uma das mais frequentes na infância. Manifesta-se como lesões avermelhadas que coçam bastante, na face, couro cabeludo, dobras de cotovelos e joelhos.

Dermatite seborreica: manifesta-se como uma crosta amarelada, principalmente no couro cabeludo de crianças que estão amamentando. O tratamento é feito com medicamentos de uso tópico e, em poucos dias, a criança apresenta melhora considerável.

Dermatite das fraldas: é conhecida como “alergia das fraldas”, ocasionada por uma irritação da pele pelo contato prolongado com fezes e urina. A medida mais importante é a troca de fraldas com frequência ou a indicação de fraldas de tecido.

Manchas de nascença (nevos): os  nevos escuros devem ser acompanhados pelo dermatologista. Qualquer alteração na cor, tamanho ou aspecto deve ser avaliada cuidadosamente. As manchas claras ou nevos acrômicos devem ser diferenciados do vitiligo e, em geral, permanecem do mesmo tamanho.

Hemangiomas: há manchas vasculares que, em geral, surgem discretas nos primeiros meses de vida e apresentam um rápido crescimento, mas somem em alguns meses. Outras necessitam de tratamento, por isso, é importante a avaliação do especialista.

Miliária: também conhecida como “brotoeja”, é muito comum nos bebês devido à imaturidade das glândulas do suor. A doença é caracterizada por pequenos carocinhos avermelhados, principalmente na área das dobras e das fraldas. A medida mais importante, nestes casos, é evitar ambientes com pouca ventilação, além do uso excessivo de roupas.