Asma na infância: é possível controlar!
A asma é uma doença inflamatória dos brônquios que diminui o diâmetro da via aérea, dificultando a passagem do ar, resultando em tosse, falta de ar, chiado e aperto no peito. Mais comum em crianças, a doença é crônica e é a que provoca mais faltas à escola. O pneumologista pediátrico Dr. Bernardo Kiertsman, diretor do Departamento de Pediatria da Associação Brasileira de Asmáticos de São Paulo (ABRA/SP), explica que a asma não tem cura, mas, atualmente, há condições de controlá-la quase na totalidade dos casos, por meio de um tratamento preventivo adequado, orientado pelo médico.

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É necessário fazer boa higiene do ambiente físico, fisioterapia, uso adequado de medicamentos anti-inflamatórios e/ou broncodilatadores, entre outros, proporcionando, assim, uma adequada qualidade de vida à criança asmática. “O tratamento da asma é uma parceria médico/paciente e/ou seus familiares. Devemos orientá-los a identificar e evitar os fatores agravantes e desencadeantes, especialmente no ambiente domiciliar. Devemos também educá-los sobre sua doença, para que possam entender o processo de inflamação e a broncoconstrição (estreitamento do brônquio), diferenciando os dois tipos de medicamento: os de alívio imediato, que são os broncodilatadores, e os que agem na inflamação, os anti-inflamatórios inalatórios, para tratamento de manutenção”, observa o especialista.

Ele ressalta ainda que um dos erros mais frequentes é que muitos dos pacientes somente são medicados durante as crises. “Essa atitude seria o mesmo que entrar em uma casa que está pegando fogo, apagar o incêndio e sair sem consertar o cano de gás furado. Não tenha dúvida, vai pegar fogo novamente”, avalia. E acrescenta: “Devemos ensinar o paciente a usar adequadamente a medicação. O objetivo do tratamento profilático é fazer com que as crises diminuam em número, espaçando o período entre elas, diminuindo sua intensidade, provocando maior facilidade de reversão e, com o passar do tempo, principalmente nas crianças, rareando o número de casos.”

 

Fatores desencadeantes da asma

• Alérgicos (poeira domiciliar, ácaros, fungos, pólens, pelo e saliva de animais);

• Infecção respiratória viral (resfriados comuns);

• Irritantes (fumaça em geral e, principalmente, de cigarro, poluição do ar, etc.);

• Variação climática, como exposição ao frio;

• Alteração emocional;

• Medicamentos (aspirina, anti-inflamatório não hormonal, beta-bloqueadores);

• Exercícios físicos;

• Alguns pacientes asmáticos podem apresentar história familiar de asma e ou rinite.