Saúde Fetal
Conhecer a saúde do feto ainda durante a gestação é uma das maiores preocupações de todas as gestantes. Desde 1994 o DLE Medicina Laboratorial introduziu no país o Teste de Risco Fetal e recentemente ampliou sua atuação em Testes Pré-natais Não Invasivos (em inglês NIPT), oferecendo o exame Prenateste™, um teste genético que permite a avaliação da saúde fetal em relação a um grupo de condições clínicas.Para conhecer melhor sobre esses exames e qual a importância deles para um desenvolvimento saudável do feto, o Manual da Mamãe conversou com o diretor médico do DLE, Dr. Armando Fonseca: 

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Os Testes Pré-natais Não Invasivos, como o Risco Fetal e o Prenateste™, são indicados para quais gestantes? Há algum risco para a saúde da mulher ou do feto?

Os testes podem ser realizados em todas as gestantes de todas as idades. Mulheres com mais de 35 anos de idade no momento do nascimento apresentam maior risco de gerar filhos com algumas condições genéticas, sendo a mais conhecida a Síndrome de Down. A indicação do exame deve ser discutida com o médico que esteja acompanhando o pré-natal para um melhor aconselhamento e informação. Não há riscos para a saúde da mãe ou do bebê, já que os testes são realizados a partir de uma coleta de sangue na gestante.

 

Com quanto tempo de gestação esses testes podem ser realizados?

O período para realização dos testes varia conforme o tipo de exame:

• O Prenateste™, um teste genético, pode ser feito a partir de 9 semanas completas até o final da gestação.

• O Risco Fetal é um teste que combina marcadores observados na ultrassonografia e marcadores bioquímicos dosados por meio de uma simples coleta de sangue da gestante. Pode ser realizado de forma isolada no primeiro trimestre, entre 10 semanas e 13 semanas e 6 dias, no segundo trimestre, entre 14 semanas e 22 semanas e 6 dias, ou ainda na forma de um único teste, que reúne análises do primeiro e segundo trimestres, chamado de Teste Integrado.

 

Quais as condições pesquisadas no Teste de Risco Fetal?

O Teste de Risco Fetal pesquisa o risco para Trissomia do Cromossomo 21 (Síndrome de Down), Trissomia do Cromossomo 18 (Síndrome de Edwards), Trissomia do Cromossomo 13 (Síndrome de Patau) e Monossomia do Cromossomo X (Síndrome de Turner). Quando realizado entre 14 e 22 semanas ou no caso do Teste Integrado, é possível ainda a detecção do risco para Defeitos do Tubo Neural, como a Anencefalia.

 

Quais as condições pesquisadas no Prenateste™?

Neste teste molecular são avaliadas aneuploidias, que são alterações do número normal dos cromossomos, referentes aos cromossomos 13, 18, 21, X e Y, além dos casos de Triploidia, que ocorrem quando todos os cromossomos estão presentes em três cópias, ao invés de duas. Esse teste permite ainda descobrir o sexo do feto a partir de 9 semanas de gestação. Caso seja de interesse, a sexagem fetal deverá ser solicitada na requisição do exame, não havendo custo adicional.

 

Estes testes dispensam a realização do Teste do Pezinho no bebê após o nascimento?

Não, pois estes testes são voltados principalmente para alterações cromossômicas, enquanto o Teste do Pezinho é voltado para investigação de outras condições, também extremamente importantes, porém apresentam outros mecanismos de origem.

 

Qual a importância de realizar estes testes?

A principal importância é detectar gestantes que precisam ser pesquisadas mais profundamente para as condições avaliadas. O diagnóstico precoce permite que a família e os médicos se preparem melhor para receber a criança, permitindo que esta tenha o melhor tratamento possível.

 

Um resultado alterado dá certeza do diagnóstico?

Por se tratarem de testes de triagem, o resultado indica a probabilidade da gestação estar afetada por uma das anomalias investigadas, selecionando, assim, um grupo de gestantes que, devidamente informadas e esclarecidas por seu médico assistente, sejam submetidas a outros exames complementares, para fins de diagnóstico definitivo.

Os Testes Pré-natais não invasivos permitem avaliação da saúde fetal. O diagnóstico precoce é fundamental para que a família e os médicos se preparem para receber a criança, assegurando que esta tenha o melhor tratamento possível.