Grávida pode tomar que tipos de suplementos vitamínicos?
É notório que cada vez mais pessoas fazem uso de suplementos vitamínicos em busca de uma vida saudável e longeva, tanto na fase adulta quanto na idade avançada, mas seria possível iniciar o processo ainda no ventre materno? “Sim, podemos e devemos iniciar os cuidados do futuro bebê na barriga da mãe, pois todos sabemos que fatores externos e internos influenciam no bebê que está sendo gerado”, afirma o especialista em nutrologia ortomolecular Dr. Roberto Villarroel.

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Ele explica que todas as mulheres que planejam engravidar devem tomar suplemento diário de ácido fólico pelo menos de 2 a 3 meses antes de engravidar até 12 semanas de gravidez. O Metilfolato também deve ser tomado antes da concepção. É um nutriente que reduz a incidência de aborto, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, trombose, nascimentos prematuros e é importante para desenvolvimento neuronal do bebê. “Deve ser suplementado antes da gestação, pois o fechamento do tubo neural acontece entre o 25° e 28° dia de gestação”. As vitaminas B12, B6 e B9, como tratamento pré-concepcional, estabilizam o DNA.

Já a suplementação de vitamina D durante a gestação está associada a um risco reduzido de PIG (Pequeno para Idade Gestacional) e melhora do crescimento infantil sem risco de mortalidade fetal ou neonatal. “Isso otimiza o desenvolvimento cognitivo, com implicações favoráveis à escolarização e em atividades que requerem maior desempenho cognitivo”, diz. Por sua vez, a suplementação de Ômega-3 melhora resultados na gravidez, tamanho do recém-nascido e reduz risco de parto prematuro precoce.

O Dr. Roberto esclarece que o sucesso da suplementação está associado a uma boa qualidade de nutrição funcional e microbiota intestinal. “O comportamento alimentar atual está diminuindo a capacidade do organismo de modular as respostas de defesa aos agressores”. Legumes, verduras e frutas são fundamentais para disponibilizar as fibras necessárias para a fermentação e o desenvolvimento das bactérias probióticas. “Assim, elas definem a integridade da mucosa intestinal e mantêm PH adequado do lúmen intestinal, promovendo a capacidade de absorver vitaminas e minerais, além de controlar o crescimento de bactérias potencialmente patogênicas, fungos e vírus”, avalia. Por isso, se as ingestões não estiverem adequadas a suplementação de probióticos também pode ser necessária.

Mas fique atenta, não saia por aí tomando suplementos vitamínicos sem orientação médica. “Não existe um polivitamínico ideal na gestação. A prescrição vai depender de cada paciente, de sua individualidade bioquímica, de acordo com a clínica apresentada e exames complementares”, analisa o Dr. Roberto.