Como deve ser o pré-natal em gestações de alto risco?
A gestação é um fenômeno fisiológico e, por isso mesmo, sua evolução se dá na maior parte dos casos sem intercorrências. Porém, quando a gestante é portadora de alguma doença prévia, sofrer algum agravo ou desenvolver alguma doença durante a sua gravidez, ela será considerada uma gestante de alto risco, pois apresenta maior probabilidade de evolução desfavorável, tanto para o feto como para a mãe. Portanto, o acompanhamento das gestações de alto risco será diferente de uma gestação normal, pois condições prévias pedem consultas mais frequentes ao obstetra e, a depender da doença, o acompanhamento também do especialista, explica a ginecologista e obstetra Dra. Mayara Brandão Pacheco.

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Ela acrescenta que avaliações laboratoriais e de imagem também podem ser solicitadas em maior número para saber se o bebê está sofrendo com a condição da mãe. Além disso, deve-se levar em consideração, em toda consulta, uma avaliação completa e bem realizada por meio de uma história clínica detalhada e avaliação de parâmetros clínicos, obstétricos e laboratoriais.

“Durante a gravidez de alto risco, é importante que a gestante não falte às consultas e siga todas as recomendações propostas pelo obstetra; utilize as medicações prescritas corretamente; tenha uma dieta saudável e equilibrada, rica em frutas, vegetais, cereais integrais, peixe, carnes brancas e sementes, evitando frituras, doces, embutidos, refrigerantes ou alimentos com adoçantes artificias; não consuma bebidas alcoólicas, cigarros e/ou drogas ilícitas; mantenha repouso de acordo com a orientação do obstetra; e controle o peso”, pondera a Dra. Mayara.

O parto

Numa gestação de risco não necessariamente o parto precisa ser via cesárea, orienta a especialista. Em muitas situações é possível a indução do parto visando o seu término por via vaginal, ou mesmo aguardar o seu início espontâneo.

Fatores de risco gestacionais

Anteriores à gestação

• Variam de características individuais, como a idade, a sociais, como dependência de drogas.

• Depende também da história reprodutiva anterior da mulher. Se houve aborto ou má-formação fetal, por exemplo.

• Condições clínicas pré-existentes - de doenças cardíacas a autoimunes.

Complicações no decorrer da gravidez

• Doenças obstétricas, como pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, entre outras.

• Doenças infectocontagiosas e doenças clínicas diagnosticadas na gestação.