Seu filho vai começar na escolinha? Saiba como ajudá-lo a se adaptar
Início de ano letivo, nova escola, retorno das férias ou simplesmente mudança de nível escolar são situações que nos fazem pensar sobre a adaptação escolar. Alunos, famílias e escolas se preparam para este momento. Material escolar novo, ajustes de horários, escola decorada, todos envolvidos em prol de um único objetivo: que essa chegada seja suave e tranquila. Quanto antes iniciarem os preparativos melhor será a adaptação escolar, afirma a presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, Seção Ceará, Luciana Queiroz Bem Portela.

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A motivação é o primeiro passo. Visitar a instituição, conhecer cada lugar onde a criança irá conviver facilita o processo, pois ao retornar ao espaço ela se sentirá mais à vontade. Falar com empolgação sobre o início das aulas, das possibilidades de estabelecer novas amizades e porque não contar um pouco de suas experiências? Dessa forma, seu filho sentirá segurança em saber que você também passou por isso. Conhecer antecipadamente os professores facilita a construção de vínculos. Afinal, serão eles os adultos que conviverão com a criança diariamente. Outras situações promovem sucesso neste momento de chegada:

  • Manter-se sereno nas despedidas, evitando passar ansiedade para a criança;
  • Permitir que a criança leve um objeto de apego consigo, como um ursinho ou paninho, faz com que ela se sinta mais próximo dos pais;
  • Organize os horários, estabelecer uma rotina favorece a ambientação;
  • Enturme-se! Participe das atividades propostas pela escola, das conversas informais com outros pais. Mostre-o a importância de interagir;
  • Respeite o ritmo de cada um. Há crianças que passam por este processo de adaptação mais tranquilamente, outras demoram mais tempo. Independente da situação, esteja sempre por perto, uma conversa ou abraço já resolvem;
  • O apoio nas tarefas de casa é fundamental. Estimule a autonomia, a organização e a responsabilidade. Prepare um local apropriado e horário adequado para os estudos, estudem juntos;
  • Reserve um horário na rotina do seu filho para as brincadeiras. É através do lúdico que o processo simbólico se constitui;
  • Se há sinais de sofrimento persistente durante este período, mesmo após certo tempo de início das aulas, procure a escola e converse; se for necessário procure um especialista.

Luciana acrescenta ainda que na adaptação escolar vários sujeitos estão envolvidos no processo. Agir em conjunto para que tudo flua de forma prazerosa e transforme-se em uma experiência positiva requer parceria. “Conversa e participação da família e da escola são fundamentais. O maior beneficiado com certeza será o aluno”, destaca.