Dê adeus às espinhas!
Ninguém quer olhar-se no espelho e ver um rosto cheio de espinhas. Muito menos os adolescentes que têm de lidar com inúmeras transformações corporais e psicológicas por conta dos hormônios que afloram nessa fase. Se você é mãe de adolescente, certamente já acompanhou o “drama” dele por causa de cravos e espinhas. É bem possível que ele tenha até mesmo deixado de ir a uma festa por causa daquela espinha “gigantesca”. O que parece simples é, na verdade, um problema sério. A Dra. Geórgia Alarcão, Titular em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que, para os especialistas, a acne é tratada como uma doença que atinge aproximadamente 85% dos adolescentes.

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O problema afeta basicamente as glândulas sebáceas, fazendo com que exista produção excessiva de oleosidade na pele e consequente obstrução do canal pilossebáceo. A acne costuma aparecer com mais frequência na face, costas, e tórax. Independentemente da gravidade do quadro, a Dra. Geórgia recomenda que o tratamento comece logo que a acne apareça. “Temos de ter a preocupação com o início do tratamento, pois é na adolescência que se pode prevenir as temíveis cicatrizes de acne. Essa também é a hora certa de agir, melhorando a autoestima do adolescente.”

Na fase ativa da acne, o tratamento inclui várias medicações, como o peróxido de benzoíla, a clindamicina e eritromicina, o ácido salicílico e o enxofre, dos retinoides (tretinoína e adapaleno), além das medicações de uso sistêmico como antibióticos e a isotretinoína. Na fase posterior, em que estão presentes as manchas e cicatrizes, são realizados procedimentos médicos que incluem a realização de peelings, cirurgias para correção das cicatrizes, até técnicas mais avançadas com a utilização dos lasers, em especial os fracionados como o CO2 fracionado ULTRAPULSADO e o FRAXEL®, que atualmente são os tratamentos mais procurados. “Essa dica de tratamento pós-acne (cicatrizes) vale também para as mamães que até hoje sofrem com cicatrizes herdadas pela acne que tiveram na adolescência.”

A Dra. Geórgia destaca que as mamães devem orientar seus filhos a não desistirem do tratamento, uma vez que ele requer paciência e tempo, pois, normalmente, não há melhora visível das lesões antes de seis semanas de uso regular dos medicamentos, podendo até, frequentemente, haver piora aparente das lesões no início. “Depois de um período, os adolescentes perceberão que o esforço valeu a pena e a autoestima passa a se normalizar e se sobressair nessa fase tão especial da vida.”