Mitos e verdades sobre o implante da prótese de silicone

No Brasil, são realizadas quase 2 mil cirurgias plásticas por dia, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), com o implante mamário figurando entre as três mais procuradas. Embora seja conhecida pelas pacientes, ainda existem dúvidas sobre o assunto. Por isso, o cirurgião plástico Dr. Erik Nery separou alguns mitos e verdades que podem ajudar a todas as que desejam se submeter ao procedimento. Confira:

Publicidade

Qualquer mulher pode receber um implante de silicone?  

Normalmente, para se submeter a qualquer cirurgia estética, o paciente precisa estar com a saúde em dia, e a colocação de próteses mamárias não é exceção.  Mulheres com anemia, diabetes, hipertensão e insuficiência venosa nas pernas, por exemplo, só podem se submeter ao procedimento se estiverem com sua situação controlada.

O silicone pode causar câncer de mama?

Mito. Um estudo realizado nos Estados Unidos e no Canadá desmitificou essa ideia que muitas mulheres têm. Tais estudos comprovaram não haver qualquer relação entre câncer de mama e o uso de próteses de silicone.

As próteses interferem na amamentação?

Não. Como a prótese é colocada abaixo da glândula mamária ou do músculo, não existe interferência.

Em caso de gravidez, a mama com silicone também fica flácida?

O comportamento de uma mama com prótese ou sem prótese é a mesma na gravidez. Ou seja, ela aumenta de tamanho durante e regride após. Portanto, pode haver sim uma flacidez e queda da mama, que pode ser corrigida com o aumento do tamanho da prótese para distender o excesso ou a retirada de tal excesso. O especialista vai analisar cada caso juntamente com a paciente.

Quem tem implante mamário perde a sensibilidade nos seios?

É possível que isso ocorra, mas apenas nos primeiros dias. Com o passar do tempo, a sensibilidade vai voltando até um estágio considerado normal.

É verdade que preciso trocar as próteses a cada 10 anos?

Não mais. As primeiras próteses de mama, que começaram a ser usadas na década de 80, eram de superfície lisa e com silicone líquido. Isso levava a um grau maior de complicações e distorções da prótese. Foi quando nasceu o conceito de que deveriam ser trocadas após um período determinado. Felizmente, os modelos e tipos de prótese evoluíram e existem fabricantes que prometem garantia vitalícia.