O que o recém-nascido enxerga?
 Sempre que vamos visitar um recém-nascido ou bebê de pouco tempo de vida escutamos/perguntamos ou apenas pensamos: será que ele está me vendo ? Esta também é uma pergunta que é muito questionadas por mães e pais.
Os recém-nascidos não conseguem enxergar? Eles enxergam tudo em preto e branco? Perguntas como essas são bastante comuns. Muitas mamães têm dúvidas a respeito da visão do bebê e querem saber o que ele enxerga.
Na realidade, eles podem ver e até conseguem distinguir alguns objetos. No início, é como se os bebês vissem o mundo através de um vidro embaçado. Entretanto, à medida que crescem, a visão evolui.
A oftalmologista Dra. Márcia Cartaxo explica que, nesta fase da vida, há alterações rápidas no olho e sistema nervoso (cérebro) do bebê que permitem o desenvolvimento normal da visão. “Ao nascer, o sistema visual do bebê é imaturo.
Durante os primeiros meses, a acuidade visual melhora e a visão de profundidade do bebê se desenvolve”, explica.

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ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO DA VISÃO DO BEBÊ:

 

Recém-nascido: o bebê só percebe figuras com alto contraste; os movimentos oculares são imaturos, com incapacidade de acompanhar objetos em movimento; o olho do bebê tem 2/3 do tamanho do adulto;

4ª semana: o bebê passa a fixar e, às vezes, seguir objetos e também a olhar para o rosto da mãe quando mamam;

2º mês: quando se inicia a diferenciação das cores pelo bebê, que continua a evoluir até o início da adolescência;

3º a 4º mês: a percepção do movimento iguala-se à do adulto neste intervalo;

3º a 5º mês: desenvolvimento da estereopsia (visão de profundidade) do bebê;

4º mês: o bebê passa por um refinamento da fixação e acompanhamento dos objetos;

6º mês: coordenação da movimentação ocular; o campo visual com valores do adulto;

6º a 8º mês: definição da cor do olho do bebê.

Nos três primeiros anos de vida ocorre a maior parte do amadurecimento do sistema visual, apesar de ainda haver alguma possibilidade de mudança e evolução entre três e nove anos, havendo variações bastante individuais.

Já o período em que fatores oculares ou externos podem interferir negativamente no desenvolvimento da visão vai, em média, até os seis, sete anos, quando uma perda visual pode ser tratada ou revertida.