Febre é sempre motivo de preocupação?
Você sente que seu filho está meio quentinho... coloca a mão na testa dele e vem aquele calorão. Está com febre! “Estima-se que a febre seja responsável por 20% a 30% das consultas pediátricas, como queixa única preponderante”, informam as pediatras Dra. Mariana Atanasio e Dra. Sylvia Freire. O principal sinal da febre é a elevação da temperatura corporal e a criança pode apresentar calafrios, sonolência, adinamia, sensação de frio, sudorese, choro inconsolável, entre outros sintomas.

Publicidade

Para confirmar a febre, a mamãe deve utilizar o termômetro. “Uma boa alternativa são os termômetros digitais que utilizam sensores de calor eletrônicos para o registro da temperatura do corpo. Os locais mais comuns de medição de temperatura na prática clínica são o reto, a boca e a axila. No Brasil, a temperatura é medida na região da axila. Não são indicados termômetros auriculares e termômetros de testa”, orientam.

De acordo com as pediatras, a elevação da temperatura que é considerada “anormal” depende da idade da criança e do local de aferição. “Para evitar fatores confusionais, na Pediatria, normalmente consideramos febre uma temperatura axilar maior ou igual a 37,8ºC”, declaram.

Febre não é doença, mas uma resposta fisiológica do organismo frente a algum desequilíbrio, infeccioso ou não. “A principal causa de febre nas crianças são as doenças infecciosas. O tratamento da febre deve ser feito de acordo com o caso, dependendo das circunstâncias clínicas (por exemplo, doença subjacente, nível de desconforto, desejo de monitorar a curva da febre)”.

Em crianças menores de 3 meses a identificação de febre indica procura imediata por atendimento. Nas crianças maiores, a febre pode ser observada por 48 a 72 horas, se não houver sinais de alerta como: manchas na pele, prostração, gemência, sonolência excessiva, ausência de diurese ou dificuldade para respirar. “É importante ressaltar que se a criança estiver com febre e com mal-estar poderá ser medicada com antipirético. Lembrar também que as angustiantes convulsões febris são um fenômeno dependente da idade e de uma predisposição genética. Podem ocorrer em crianças menores de cinco anos que apresentem suscetibilidade genética aos efeitos da febre”, ressaltam.

Dicas para baixar a febre na criança

• Vestir menos roupa do que habitualmente;

• Manter o ambiente fresco e bem arejado; • Se a criança está na cama deve estar levemente coberta;

• A criança só deve estar bem coberta no caso de calafrios;

• Dar banhos e fazer compressas frias na barriga e nas pernas;

• Oferecer líquidos à criança.