Bebês que não aceitam o dentista
Bebês entre zero e três anos quando sofrem trauma dentário ou precisam se submeter a tratamentos mais difíceis, como o da cárie de mamadeira, podem não aceitar bem o dentista. Choro e nervosismo são comuns neste momento, afetando a tranquilidade de pais, auxiliares e do próprio profissional. A odontopediatra Dra. Lucienne Carvalho alerta para o fato de que mesmo a idade sendo um fator limitante, o tratamento não pode ficar para depois, sob o risco de a criança precisar até extrair um dente e chegar a ter uma condição dental irremediável, provocando graves problemas estéticos, funcionais, oclusais e sociais.

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Para atender bebês nesta situação de tratamento mais complexo, a Dra. Lucienne apresenta algumas alternativas: abordagem psicológica; sono natural; restrição física e manejo farmacológico (analgesia; sedação e anestesia geral). “Priorizamos a abordagem psicológica e o sono natural, mas quando isso não é possível, a melhor solução é a sedação consciente com hidrato de cloral.” Trata-se de uma solução segura, que potencializa o sono natural da criança e que pode ser feita diretamente no consultório do dentista por via oral, desde que haja um ambiente apropriado, com equipamentos e suprimentos de emergência para monitoramento dos sinais vitais, feito durante todo o procedimento.

“Sabe-se que a tendência da odontopediatria atual é realizar procedimentos clínicos com qualidade, economia e menos trauma. Assim, pais e crianças não terão medo de fazer o acompanhamento preventivo de cáries, doenças da gengiva e problemas oclusais. A sedação se torna, dessa forma, uma alternativa viável dentro da realidade brasileira”, afirma.