Avaliação quiroprática em bebês e crianças
Assim como você leva seu bebê ao pediatra logo após o nascimento, é importante que o leve também a um quiropraxista para uma avaliação e acompanhamento do crescimento dele, já que, muitas vezes, alterações de posicionamento dos ossos do crânio ou da coluna não são percebidas. “O mais importante nessa fase é a prevenção”, enfatiza a quiropraxista Dra. Ana Paula Facchinato. Segundo ela, raramente uma criança vai reclamar de dor nas costas, mas ela pode dar sinais de que algo está errado, diminuindo o apetite, ficando mais irritada, dormindo mal ou tendo mau funcionamento do intestino.

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A Dra. Ana Paula explica que a quiropraxia remove as interferências na coluna, por meio de movimentos suaves e indolores para a criança. O tratamento melhora cólicas intestinais, dificuldade de amamentação, irritabilidade e sono agitado. Isso porque tais sintomas podem ser o resultado dessas interferências nas costas. “As técnicas utilizadas têm o objetivo de realinhar os ossos e melhorar o funcionamento das articulações, principalmente da coluna. Assim, a comunicação entre o cérebro e o corpo todo se normaliza e a saúde do bebê é restaurada por completo”, afirma.

O desalinhamento vertebral no bebê pode ser provocado na hora do parto, principalmente se não for natural. “Todas as forças que atuam sobre a cabeça e a coluna do bebê durante o nascimento podem alterar o posicionamento das vértebras, e isso influencia diretamente no funcionamento da coluna e do sistema nervoso.” Além disso, a posição de mamar, dormir e até ficar no colo pode alterar a disposição e funcionamento correto das vértebras.

Crescimento

Não basta que a avaliação quiroprática seja feita apenas no recém-nascido. A recomendação é que o quiropraxista acompanhe a criança em todo o seu desenvolvimento, pois são várias as situações que podem ser prevenidas e tratadas. Por exemplo, crianças na fase em que estão aprendendo a andar e engatinhar sofrem muitas quedas e, por isso, estão sujeitas a alterações de  posicionamento dos ossos da coluna e da bacia. Em idade escolar algumas praticam esportes que eventualmente acarretam traumas. Além disso, o peso da mochila e a postura do dia a dia podem influenciar negativamente no desenvolvimento da coluna da criança.

Ainda, acrescenta a Dra. Ana Paula, até o primeiro estirão de crescimento é importante avaliar a presença de escoliose para garantir um bom resultado no tratamento. “Os movimentos em um tratamento quiroprático são indolores e suaves. As técnicas são todas adaptadas, dependendo do tamanho da criança. Por isso, somente um quiropraxista graduado está habilitado para avaliar o posicionamento específico de cada vértebra da coluna, e tratá-la para corrigir as alterações”, recomenda.