Sinais de que o trabalho de parto está próximo
O rompimento repentino da bolsa, como se vê nos filmes e novelas, nem sempre é o primeiro sinal de que está na hora de o bebê vir ao mundo. O trabalho de parto normalmente começa com contrações irregulares e pouca dilatação do colo uterino e evolui com aumento rítmico e de intensidade das contrações e, consequentemente, maior dilatação. “As contrações ocorrem porque o útero está se contraindo e relaxando de maneira sincronizada para abrir o colo uterino e fazer o bebê nascer”, simplifica a ginecologista e obstetra Dra. Ana Flávia Magalhães Ávila.

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Na fase latente, que é a fase inicial do trabalho de parto em que o organismo irá se adaptar para preparar o útero e o colo do útero para o nascimento, as contrações são sentidas como cólicas menstruais, peso na pelve ou sensação estranha na vagina, são as chamadas contrações de Braxton Hicks. Já na fase ativa do trabalho de parto, as contrações ficam mais intensas, rítmicas e dolorosas e podem aparecer de duas a três contrações em 10 minutos, com duração de cerca de 45 segundos ou mais, mantidas mesmo quando a grávida caminha ou deita.

É possível amenizar essas sensações e dores do trabalho de parto com exercícios respiratórios, técnicas de relaxamento, banhos quentes de banheira ou no chuveiro. A presença do acompanhante, de uma doula e/ou enfermeira também é sempre bem-vinda. “É um suporte muito importante para a mulher durante o trabalho de parto”, destaca.

A Dra. Ana Flávia explica que o trabalho de parto tem duração variável. “Varia muito de acordo com cada paciente. Se é o primeiro filho, a tendência é ter dilatação de 1 cm a cada duas horas. Se a mulher possui mais filhos, de 1,5 cm a cada 2 horas. Mas não é regra. A fase latente do trabalho de parto pode durar de 8 a 20 horas.”

E qual a hora certa de ir para a maternidade? A Dra. Ana Flávia aconselha as pacientes a irem para o hospital quando: as contrações estão rítmicas e bem próximas uma da outra; há a sensação de que o bebê está forçando o períneo (vagina); acontecer o rompimento da bolsa com contrações intensas; romper a bolsa com saída de líquido verde; houver sangramento vaginal; ou perceber ausência de movimentação do bebê por mais que um período (matutino/vespertino).

Alarme falso

É importante reconhecer o falso trabalho de parto, o famoso “alarme falso”, e diferenciá-lo da fase latente. No “alarme falso”, as contrações são irregulares, as “dores” são de fraca intensidade, sem um ritmo adequado, não têm padrão progressivo, muitas vezes param com o simples repouso e não se observa dilatação do colo do útero. É a maior causa de “vai-e-vem” às maternidades das gestantes de primeira viagem. “Para a segurança da gestante e identificação correta deve-se repetir o exame obstétrico e, sobretudo, o toque vaginal após o intervalo de duas horas de observação para avaliar se houve ou não dilatação”, orienta.