Depressão pós-parto ou baby blues? Entenda a diferença!

Publicidade

A  chegada do bebê é um momento mágico para uma mãe e sempre imaginamos um cenário feliz, no qual a família sorri com seu filho saudável em meio a roupinhas coloridas e delicadas. Entretanto, nem sempre é assim que acontece. Algumas mães, logo após o nascimento do bebê, passam por um período de melancolia, tristeza e fortes alterações de humor, também conhecido como “baby blues”. “Cerca de 90% das mães apresentam os sintomas do baby blues nos primeiros 10 dias após o parto. Enquanto ele é passageiro, causado por alterações hormonais bruscas que a mulher sofre nesse período, a depressão pós-parto apresenta sintomas mais intensos e seu quadro é prolongado, necessitando de acompanhamento médico, inclusive com medicação”, explica a psiquiatra Dra. Melissa Duarte.

Muitas vezes o diagnóstico pode se confundir entre as duas situações, por isso há necessidade de conhecer e buscar orientação especializada. A Dra. Melissa ressalta que o baby blues é bastante comum em mães de primeira viagem e costuma desaparecer em duas semanas. Esta alteração emocional gera fragilidade, insegurança em relação aos cuidados com o bebê, choro frequente, fadiga, variações de humor e, muitas vezes, pode atrapalhar o processo de aleitamento materno. A família precisa entender que o que a mãe está passando naquele momento não é frescura e que ela precisa de apoio.

Já a depressão pós-parto é uma doença mais grave e que ocasiona um grande prejuízo emocional. “A mãe se sente constantemente triste, desanimada, desmotivada, extremamente cansada, e sofre alterações no apetite e sono. O sentimento de desesperança, de que algo grave vai acontecer com o bebê e até o infanticídio, em casos mais graves, pode ocorrer”, declara. Essa doença costuma acometer pessoas que já tiveram antecedentes depressivos vividos antes, durante ou após a gestação. Além disso, a genética é um fator importante para o surgimento deste episódio depressivo. Estressores ou predomínio de sintomas ansiosos durante a gestação também colaboraram para o surgimento desta enfermidade.

O companheiro e até mesmo as pessoas que convivem com a mãe precisam estar atentos aos sintomas, e ao perceberem a persistência deles, imediatamente, procurar tratamento especializado. “O atendimento deve ser o mais rápido possível e a introdução de psicofármacos também deve ser precoce, para a proteção da mãe e do bebê. Esse tratamento é feito com antidepressivos e a continuidade do aleitamento materno se deve a escolha de medicações que podem ser usadas com segurança neste período”, informa. Vale ressaltar que o suporte familiar é muito importante para a mãe que sofre de depressão pós-parto. É fundamental a presença de uma terceira pessoa até a atenuação dos sintomas.