Células-tronco do bebê
Mesmo na barriga da mamãe o bebê tem a comodidade de se alimentar, respirar e fazer um contato direto com a mamãe através do cordão umbilical. O que a maioria das mamães não sabe é que esse material é rico em células-tronco, capazes de se multiplicar e se transformar nos mais variados tecidos do corpo humano (sangue, ossos, nervos, músculos, etc.). De acordo com a Dra. Lilian Piñero Eça, consultora técnica do BCU Brasil e Presidente do Instituto de Pesquisas de Células-Tronco, em uma visão mais simples, as células-tronco são peças novas que podem substituir peças defeituosas, isso porque elas se transformam em qualquer célula do organismo ou se fundem a uma célula doente, tornando-a saudável. Porém, na maioria dos casos, o sangue do cordão umbilical rico em células-tronco é descartado na hora do parto.

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Guardar o sangue do cordão umbilical é importante por ser uma das melhores fontes de células-tronco e por ser uma célula que ainda não sofreu nenhuma influência de fatores externos (estresse, tempo, medicamentos, infecções, alterações de temperatura). Elas têm demonstrado expressiva vantagem em sua eficácia terapêutica no tratamento de inúmeras doenças.

Coleta: De acordo com a Dra. Lilian, a coleta é simples e indolor tanto para mamãe quanto para o bebê e não interfere em absolutamente nada nos procedimentos rotineiros do parto. O sangue do cordão é coletado em sistema fechado, protegido de contaminação, sendo retirado por meio de punção da veia umbilical. É realizado no centro obstétrico após a retirada do bebê, e do corte do cordão umbilical, com a assepsia do cordão pelo obstetra que realizará a coleta e o mesmo puncionará a veia do cordão umbilical que estará ainda ligado à placenta dentro do útero ou não. Todo material é acondicionado em uma caixa de transporte de material biológico e encaminhado para o laboratório, onde será processado e criopreservado a -196ºC.

A mamãe pode ficar tranquila, pois a coleta não oferece riscos, já que o sangue é coletado sem a presença do bebê e também, às vezes, sem a presença da mamãe, e independente do tipo de parto, a coleta poderá ser realizada da mesma forma. O procedimento poderá ser realizado a partir de 32 semanas gestacionais, conforme descrito na legislação que rege o funcionamento dos bancos de cordão umbilical e placentária (RDC153,de 14 de junho de 2004). O sangue da mamãe também é coletado e analisado, já que esta é uma exigência da ANVISA, sendo testado para doenças possíveis de transmissão por via placentária, como HTLV, HIV, CMV, Sífilis, Hepatite B e C, além da eletroforese de Hb. “Atualmente, já existe sangue de cordão congelado por 20 anos e com a nova tecnologia utilizada poderemos congelar infinitamente”, reforça.

“Oriente-se sobre o assunto e não perca essa oportunidade única, que vale para o resto da vida. Procure o BCU Brasil”, ressalta Dra. Lilian Eça.