Mulher engravida 2 meses após o parto usando anticoncepcional
Mãe de duas meninas, uma de quatro anos e outra de 4 meses, a dona de casa Loryanne Camargo Dyoninha ainda está digerindo a surpresa da terceira gestação, que ocorreu apenas dois meses após o parto da caçula. E ela usava anticoncepcional injetável.

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A bebê nasceu no dia 1º de outubro. A quarentena passou e, no final de novembro, Loryanne conta que já estava bem, recuperada e tendo relações sexuais normalmente.

"Em novembro comecei a tomar injeção anticoncepcional - um método contraceptivo aplicado mensalmente. Tomei três meses, tudo direitinho. Em janeiro, a menstruação veio, mas notei que estava diferente. Veio somente dois dias e muito pouco. Fiquei preocupada e cheguei a desconfiar que estava com algum problema", disse.

Antes de procurar um médico, ela decidiu fazer um teste de gravidez. "Fiz e, pro meu desespero, deu positivo. Nessa hora, minha pressão baixou, fiquei sem ar, a garganta secou, passei mal. Pensei: 'Não pode ser!'. Não conseguia acreditar. Meu marido e eu ficamos em estado de choque", lembra.

"Sempre tive o sonho de ter uma família grande, mas não assim, dessa maneira. Hoje, meu marido está feliz, estamos mais tranquilos, porém, continuo preocupada. Mas tenho fé e espero que corra tudo bem", afirmou.

Como é possível?

É raro engravidar amamentando e tomando anticoncepcional. Quem amamenta em livre demanda tem as chances de engravidar reduzidas. Nessas condições, a mulher pode demorar a ovular, já que a sucção da mama estimula a produção da prolactina, hormônio responsável pela produção do leite que, ao mesmo tempo, suprime a atividade ovariana.

“É uma espécie de contraceptivo natural”, explica o obstetra Eduardo Sérgio Valério Borges, presidente da Comissão Nacional Especializada em Perinatologia da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Por isso, quanto mais ela amamentar, menores serão as chances de gerar outro bebê.

A chance de engravidar usando anticoncepcionais injetáveis, segundo a ginecologista Ana Paula Aquino, especialista em reprodução assistida da Huntington Medicina Reprodutiva, se aplicados corretamente, é de menos de uma gravidez para cada cem mulheres.

"Existem dois tipos de anticoncepcional injetável. O primeiro só possui progesterona, deve ser aplicado a cada três meses e é mais indicado para o período pós-parto, pois não interfere na produção de leite. Já o segundo, que também possui estrogênio, é mensal. Os dois são recomendados a partir de seis semanas após o parto", afirma.

Apesar de ser um método considerado seguro, a obstetra faz um alerta: "recomendo sempre para as minhas pacientes que elas utilizem um método de barreira no primeiro mês de aplicação, independentemente do método anticoncepcional", afirma.

Com informações da Crescer

Saiba mais sobre métodos contraceptivos pós-parto:

https://www.youtube.com/watch?v=t4uKEUBceuY

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