Estudo explica porque crianças não têm complicações graves na Covid-19
Você já deve ter ouvido falar que a maioria das crianças não costuma apresentar complicações graves da Covid-19. Um ensaio publicado pela Jama, a revista da Associação Americana de Medicina, no dia 20 de maio, encontrou uma possível explicação.

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É que as células que recobrem o interior do nariz das crianças têm menor quantidade de receptores ECA-2 do que os mais velhos. Esses receptores são as portas de entrada da Covid-19 no organismo, pois estão nas primeiras células com as quais o vírus entra em contato.

Para chegar a essa conclusão, os cientistas utilizaram 305 amostras de tecido nasal. Elas estão conservadas no instituto de pesquisado ligado ao Hospital Monte Sinai de Nova York, nos Estados Unidos. Foram colhidas entre 2015 e 2018, de pessoas com idades entre 4 a 60 anos.

Porém os especialistas acreditam que o motivo vá além desse e seja multifatorial. Entre outras possíveis explicações consideradas está que a que crianças estão muito acostumadas ao contato com vírus, como os outros coronavírus e enterovírus, e podem ter desenvolvido algum tipo de imunidade cruzada.

"É preciso levar em conta que a maioria dos quadros gripais de crianças, os mais frequentes, são produzidos por um coronavírus", disse Cristina Calvo Rey, porta-voz da Associação Espanhola de Pediatria.

Papel das crianças na transmissão

O que tem se estudado muito hoje, principalmente em função da liberação das aulas, é o papel das crianças na transmissão. "Isso tem gerado debate, pois muitos estudos afirmam que elas não só desenvolvem menos formas graves, mas também desempenham um papel muito menor na transmissão do vírus", afirma o pediatra e infectologista Renato Kfouri.

Ele considera o fato curioso, uma vez  Nas epidemias familiares de coronavírus, elas não parecem ter um papel importante na cadeia. "E faz sentido, já que apresentam menos sintomas. Faz parte de um quadro pouco entendido, mas coerente", diz Renato.

 

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