Como a fisioterapia pode ajudar no tratamento da bronquiolite?
Por mais cuidados que a família tenha com o recém-nascido, ele pode ser acometido por uma bronquiolite, uma das principais causas de hospitalização de crianças com até dois anos e que acomete principalmente os lactentes, com maior gravidade nos menores de 6 meses. Os sintomas são semelhantes a um resfriado, com coriza, tosse, irritabilidade, perda de apetite, engasgos durante as mamadas, além de febre.

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A diferença é que ela evolui de maneira tão rápida que logo a mamãe estará em função do tratamento prescrito pelo pediatra, tudo para ajudar na melhora do quadro clínico de seu bebezinho. “Isso porque a doença se apresenta, inicialmente, no trato respiratório superior e progride com manifestações no trato respiratório inferior, afetando sobretudo os bronquíolos, que ficam inflamados. Isso ocasiona edema e congestão, reduzindo o calibre deles e dificultando a passagem de ar com obstrução ao seu fluxo”, afirma a fisioterapeuta especialista em pediatria e neonatologia Dra. Mariana Paulo da Silveira

“É um universo desconhecido, preocupante, porém resolvível”, avalia a Dra. Mariana. Entre o uso de medicamentos e inalações, os médicos indicam também para o tratamento da doença a Fisioterapia Respiratória, ainda desconhecida para muitas famílias.

“A criança com bronquiolite aguda apresenta muita secreção pulmonar decorrente de todo esse processo infeccioso do trato respiratório, alterando as capacidades e volumes pulmonares, e a Fisioterapia Respiratória tem uma função muito importante, que é promover a desobstrução das vias aéreas inferiores a fim de permitir uma melhor oxigenação pulmonar, bem como minimizar e reverter as complicações respiratórias”, esclarece a Dra. Mariana.

A especialista explica que a Fisioterapia Respiratória consiste no emprego de manobras manuais que combinam percussão, vibração e compressão do tórax, posicionamento adequado para a drenagem de secreções e técnicas que estimulem a tosse auxiliando na mobilização e carreamento da secreção até a orofaringe, onde ocorre a expectoração ou a deglutição, e a eliminação das secreções nas fezes.

Após as primeiras sessões realizadas, as mamães relatam melhora do padrão respiratório e notam mais qualidade no soninho do bebê, garante a Dra. Mariana. “Trata-se de um tratamento especializado, importante no controle da maioria das doenças respiratórias infantis”, ressalta.