Como evitar estrias na gravidez
Durante a gravidez, o corpo da futura mamãe passa por muitas transformações, a mais perceptível é o aumento do peso. Quando a pele da mamãe é excessivamente estirada e é ultrapassada sua capacidade de distenção, surgem as temidas estrias que, na maioria das vezes, instalam-se nas mamas, abdômen, coxas, nádegas e quadris. O mestre em Dermatologia pela USP Dr. Rogério Ranulfo afirma serem várias as causas das estrias, dentre elas a predisposição genética, a resposta a agentes mecânicos, fatores hormonais, a associação com algumas doenças e o uso inadequado ou prolongado de alguns medicamentos.

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Na gravidez e na obesidade do adulto podem ser observados níveis elevados de glicocorticoides e cetosteroides, fatores predisponentes para a ocorrência de estrias. Também o uso prolongado, seja tópico ou sistêmico, de corticoides favorece o seu desenvolvimento. Inicialmente, as estrias são vermelhas ou da cor da pele normal, discretamente elevadas e evoluem para se tornarem esbranquiçadas e atróficas, na maioria das pessoas. “O principal fator na prevenção das estrias é o rigoroso controle do ganho de peso durante a gravidez. Estudos demonstraram que as pacientes, cujo ganho variou de 10% a 15% do peso ideal, apresentaram menor ocorrência de estrias. O uso de loções hidratantes específicas e sessões de laser fracionado, realizadas antes de uma gravidez programada, nas áreas com maior predisposição, também auxiliam na sua prevenção. E quando aparecem devem ser tratadas o mais precocemente possível, o que favorece o resultado final”, orienta o médico.

O objetivo dos tratamentos é a formação de um novo colágeno reparador. A largura das estrias, o grau de acometimento e os locais de ocorrência determinarão a maior ou menor dificuldade no seu tratamento. Mais recentemente, com o advento dos lasers fracionados de érbio e CO2 e a radiofrequência fracionada, promoveu-se uma verdadeira revolução no tratamento das estrias. “Atualmente, somos capazes de tratar a maioria dos pacientes acometida em grandes áreas corporais. As sessões de laser são múltiplas e realizadas em intervalos de seis a oito semanas, sob anestesia tópica.”

Para as estrias mais largas, utiliza-se a transcisão, técnica desenvolvida pelo Dr. Rogério, na qual, com a agulha Ranulfo, provoca-se o trauma na pele correspondente à estria, desencadeando o processo reparador tecidual. Após os tratamentos, um cordão fibroso substituirá as estrias, indicando a fusão da pele. Além do uso do laser, podem ser utilizados peelings químicos de ácido retinoico, realizados mensalmente, a microdermoabrasão, com cristais de alumínio, e o microagulhamento seriado. “Na sua evolução, gradualmente, a pele retornará ao seu aspecto original. Estes novos tratamentos mudaram o antigo estigma de que estrias não têm cura!”, reforça.