Síndrome do Pensamento Acelerado na Infância: como lidar?
Agitação, emoção instável, insatisfação constante, intolerância, o desejo de sempre querer mais... Quem já se percebeu assim? Excessos de estímulos, atividades e informações demasiadamente a todo momento geram um superestímulo no processamento de construção dos pensamentos, muitas vezes deixando assim o racional sobrecarregado de tal maneira que a elaboração das experiências vividas não são exploradas, vivendo-se num automatismo e não expressando devidamente as emoções e os sentimentos implicados nas situações do cotidiano.

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Consequências dessa nova forma de atuação no mundo contemporâneo vão além da infância e adolescência, influenciando em comportamentos que se manterão durante a fase adulta , gerados desde o princípio, quando já na primeira infância os pais nutrem esse modelo de "funcionamento" para seus filhos através de um olhar atento e aguçado em suprir prontamente as necessidades e expectativas deles.

Distração excessiva, ausência de implicação nas atividades do cotidiano (desligamento), pensamento acelerado constantemente que o deixam sempre em estado de alerta e tensão, incômodo em conviver com pessoas mais lentas devido ao alto grau de impaciência desenvolvido ao longo da vida, são alguns dos sintomas apresentados ao longo do tempo. Curioso é que os filhos cada vez mais se apresentam indisciplinados, com dificuldade de expressarem gratidão, autoestima fragilizada e impaciência a todo momento, comportamentos esses apresentados como resultados da superproteção dos pais e a ausência de limites.

As crianças atingidas prematuramente pela aceleração do pensamento, onde criar, elaborar, dar profundidade aos seus sentimentos, colocar-se no lugar do outro e pensar antes de reagir, passarão a ter suas emoções postas em segundo plano, pois com o passar dos anos estarão absorvendo esse novo "modelo" de funcionamento repassado pelos seus pais e isso já ocorrerão de forma automatizada em suas vidas.

Fazer, fazer, fazer...Sentir pra que? Os anos passam e em muitos casos os pais só se dão conta de que algo está inadequado na adolescência, quando a ansiedade já foi instaurada e reforçada durante toda a infância e pré-adolescência. O investimento nas relações, nos afetos, nas emoções precisam tomar espaço na construção do universo pessoal de cada um desde a primeira infância, quando além dos cuidados básicos e essenciais a criança necessita de um suporte emocional de sua família para que possa se conectar posteriormente a uma maior ampliação no seu universo social: escola e outras instituições que agregarão na formação da personalidade de um futuro adulto.

 

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Por Regina Barreto, Psicóloga e Terapeuta Familiar