Período longe das salas de aula na pandemia favorece bullying nas escolas
Após três meses de retorno efetivo às aulas presenciais, a discussão passou da readaptação ao dia a dia na escola à preocupação com o estado emocional de crianças e adolescentes. Recentemente, quadros de violência na escola em várias regiões do Brasil, inclusive em Goiás, supostamente provocados por bullying, acendeu o sinal de alerta. Hoje, 7 de abril, é o Dia Nacional de combate ao Bullying e à Violência na Escola, e é consenso entre os profissionais da educação que o assunto precisa ser discutido.

Professores temem que episódios de violência nas escolas possam ser uma consequência dos efeitos do período de dois anos fora das aulas presenciais, provocado pela pandemia. A coordenadora do Colégio Simbios Young, Ensino Médio, Any Rezende, ressalta que é fundamental que a escola tenha um plano de acolhimento e diálogo para suas crianças e adolescentes. "É nítido que os alunos estão voltando para a escola mais estressados e com mais dificuldade nas habilidades sociais. Um prato cheio para o bullying", adianta.

Nesse sentido, a coordenadora ressalta que a escola deve atuar de forma preventiva, conscientizando os alunos sobre atitudes discriminatórias no ambiente escolar e na internet. No Simbios Young, o bullying é abordado nas aulas de L.I.V (Laboratório Inteligência de Vida), com ações educativas para prevenção de ocorrências de bulliyng. O Ensino Médio também tem disciplina parecida, a Projeto de Vida. "Estimular as competências socioemocionais dos alunos e incentivar a convivência saudável entre todos sempre foi nossa preocupação. Não vejo a formação de crianças e adolescentes na escola dissociada disso. Tão importante quanto um conteúdo curricular bem aplicado, é contribuir para formar cidadãos conscientes e emocionalmente saudáveis", considera Any.

Se ainda assim ocorrerem situações de bullying a orientação é que os pais comuniquem a escola sinalizando quando tais práticas existirem e em quais contextos elas acontecem, para que as providências sejam tomadas. O mesmo deve ser feito pela escola, caso o bullying seja identificado pela equipe pedagógica. "É fundamental que os pais e a escola ajudem a vítima a expressarem seus sentimentos e que acolham a dor auxiliando-a a não passar por isso sozinha. Vale destacar que é papel da escola também auxiliar o agressor, visto que toda violência tem raízes profundas e essa criança precisa de ajuda", analisa a psicóloga e professora do Simbios nas disciplinas de Projeto de Vida, para alunos do Ensino Médio, e de Laboratório de Inteligência de Vida, para alunos do ensino fundamental, Hellen Alessandra Oliveira Lobo.

Ciberbullying

Além do estresse pela privação da convivência, a pandemia reforçou o uso da internet, onde o acesso às redes sociais se tornou mais frequente, fácil, rápido e, em muitos casos, não controlado nem monitorado pelos pais ou responsáveis. "Nesse ambiente virtual tudo se dissemina de forma veloz e os adolescentes encontram facilidade para divulgarem fotos, vídeos e até criarem memes que podem ser caracterizados como ciberbullying. Vejo isso com impacto psicológico ainda maior, mais potencializado, afetando diretamente a confiança e a autoestima dos estudantes, podendo gerar transtornos graves", alerta a psicóloga do Colégio Simbios.

Portanto, é outro ponto a ser trabalhado com constância, visto que os agressores encontram menos barreiras. "Há uma crença de que na internet não há regras e de que suas identidades nunca serão reveladas, o que não procede, visto que os perfis podem ser rastreados e descobertos através do endereço de IP", acrescenta Hellen, que tem discutido o tema com frequência em suas aulas.

 

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