O que os bebês realmente escutam dentro da barriga?

Quem nunca ouviu a recomendação de conversar com o filho para estreitar os laços com ele desde a barriga? Ou então a dica de colocar músicas leves para acalmá-lo no útero? Mas será que o bebê ouve de dentro do útero?

Por volta da nona semana, o aparelho auditivo do bebê já começa a se desenvolver e, a partir de 18 semanas, ele está completamente formado – inclusive com a cóclea (responsável pela tradução das ondas sonoras) desempenhando sua função. É neste período, portanto, que o pequeno consegue escutar os primeiros sons.

Em seguida, com 24 semanas, há a união da parte interna e externa do ouvido, o que faz com que a audição fique mais sensível e o bebê perceba melhor os sons.

Por estar imerso no líquido amniótico e pelas próprias camadas de gordura e da barreira física dos órgãos da mãe, os sons chegam abafados até o bebê. Inclusive, os ruídos do corpo materno são o que o feto mais ouve antes do nascimento. Ele escuta os barulhos do estômago, do intestino, as batidas do coração etc.

Estudos físicos das ondas sonoras mostram que os sons graves atravessam melhor as barreiras e chegam mais forte que os agudos, devido à vibração que provocam no meio líquido. O mesmo acontece com o pequeno na barriga da mãe. Sabe-se que o bebê escuta bem a voz mais grave, como a do pai. É capaz inclusive de se assustar com sons muito altos.

Vínculos
Cada vez mais artigos constatam que o feto é capaz de diferenciar tipos de sons e reconhecer vozes familiares após o nascimento. Em um deles, da Universidade de Queen, no Canadá, o mesmo poema recitado pela mãe durante o terceiro trimestre da gestação foi repetido ao recém-nascido que, ao ouvir o som repetido, apresentou reações como a diminuição dos batimentos cardíacos e relaxamento.

A mãe passa muitas informações químicas e hormonais para o bebê. Tudo o que gera nela uma sensação de conforto e bem-estar, acaba sendo transmitido para o filho, que guarda uma memória daquilo e o vínculo vem a partir daí.

Sendo assim, quando a mãe e o pai conversam com o bebê em um tom afetuoso e carinhoso, cria-se uma sensação prazerosa que é memorizada pelo pequeno e que pode ajudar na criação de vínculos.

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